Jundiaí e Sua História

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No dia 14 de dezembro de 1655,  Jundiaí era elevada à categoria de vila, um marco para sua história como cidade. É na data de hoje que comemoramos o aniversário da cidade, que nos últimos séculos se desenvolveu e hoje é um dos municípios mais importantes do estado de São Paulo.

Hoje teremos informações históricas sobre Jundiaí, para te ajudar a entender um pouco mais sobre a cidade, que começou lá no século 17.

O nome

O nome Jundiaí tem origem tupi e vem da palavra “jundiá”, que significa “bagre” e “y” significa “rio”. De acordo com o portal da Prefeitura de Jundiaí, alguns estudiosos também consideram o termo “yundiaí” como “alagadiços de muita folhagem e galhos secos”. “Há várias versões, mas a mais aceita é que significa rio dos jundiás, o bagre de peito amarelo”, explica o historiador Paulo Vicentini.

Território imenso

Jundiaí, na época de sua fundação, era imensa. Seu território abrigava todas as cidades vizinhas, a região onde hoje fica o município de Campinas e Mogi Mirim. Mas ia além: o território jundiaiense chegava até quase Minas Gerais, na margem do Rio do Peixe.

Antes dos portugueses

A região de Jundiaí era habitada por povos indígenas até o final do século 17. Eles se dedicavam à produção de milho e mandioca. No entanto, é difícil definir que grupos étnicos viviam na região. De acordo com Paulo Vicentini, não houve um contato direto com esses povos indígenas quando houve o processo de interiorização da colonização na região. “O que você teve naquele período, nessa região que era uma porta de entrar para o sertão, eram índios escravizados. Daí que vem alguns nomes de bairros, como Nambi e Tamoio, por exemplo”, explicou.

O início

Os primeiros colonizadores chegaram à região em meados de 1615. Apesar das controvérsias dos historiadores, a versão mais aceita sobre a fundação do município remete à vinda de Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes que, por motivações políticas, fugiram de São Paulo e refugiaram-se nos arredores.

No entanto, há uma série de divergências entre os historiadores sobre essa história, já que havia o Rafael de Oliveira pai e Rafael de Oliveira filho, além da falta de comprovação de que houve um casamento entre um dos dois com Petronilha Antunes.

Independente disso, a origem de Jundiaí está ligada diretamente ao movimento bandeirante, principal responsável pela ocupação da antiga Capitania de São Vicente.

Paulo Vicentini diz que o que se sabe é que, no século 17, cerca de 80 famílias viviam no povoado, que antes de ser considerado vila, era chamado de “Freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí”.

Essa localidade prosperou desde o início de sua formação em virtude de construir ponto de apoio para as expedições que se dirigiam aos sertões, que, aí, se abasteciam de gêneros produzidos pelos seus habitantes. 

A Vila

A povoação de Jundiaí começou a ser reconhecida a partir de 1651, com o término da construção da capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro. Era somente com a existência de uma capela que um pequeno povoado poderia obter o reconhecimento da presença de uma comunidade.

Era somente com a igreja presente que os moradores tinham direito ao registro de nascimento, matrimônio, óbito, dentre uma série de implicações jurídicas e sociais, já que esse era o papel atribuído à igreja na época. Foi então que, em 1655, Jundiaí passou a ser considerada uma vila.

A capela foi construída no alto de uma colina e também próxima ao Rio Jundiaí, já que os rios eram de extrema importância naquela época – muitos povoados se desenvolviam perto do curso de rios. Com o passar do tempo, Jundiaí foi se desenvolvendo cada vez mais nos arredores dessa capela.

Câmara de Vereadores

Já nessa época existia a Câmara de Vereadores, que dividia com a Igreja a administração política e social da cidade. “A Câmara é o poder mais antigo da cidade, desde a época de vila. Era um espaço que exercia também o poder ‘executivo'”, explica Vicentini. Ou seja: o presidente da Câmara era uma espécie de “prefeito” nessa época.

Século 18

No século seguinte, Jundiaí já tinha quatro ruas centrais, chamadas de Rua Direita (atualmente Barão de Jundiaí), Rua do Meio (Rua do Rosário), Rua Nova (Senador Fonseca) e Rua Boa Vista (Zacarias de Góes), ambas hoje no Centro de Jundiaí.

As melhores casas eram de taipa e terra, enquanto os moradores mais humildes usavam o pau a pique, cobertas por sapé.

A localidade possuía a Capela de Nossa Senhora do Rosário, o Hospício dos Beneditos e o Mosteiro de São Bento, um dos poucos monumentos sobreviventes.

Naquela época, o abastecimento de água era feito por meio de bicas públicas. Candeeiros de querosene, que ficavam suspensos nas paredes, eram responsáveis pela iluminação. Eles eram acesos no final da tarde e apagados ao raiar do sol.

Um dos pontos comerciais mais movimentados era o Largo do Rocio, que deu lugar atualmente à Praça da Bandeira. Dentre as atividades agrícolas, a cana-de-açúcar era o destaque, mas a produção era utilizada para a fabricação de aguardente.

Já nesse século, o número de escravos indígenas e de escravos de origem africana já era praticamente o mesmo. Depois de 1750, a quantidade de africanos se intensificou, até que a mão-de-obra indígena foi totalmente abandonada. À medida que o número de africanos aumentava, também cresciam os focos de resistência.

Foi também no final desse século que houve um desmembramento da vila, com a criação de Campinas e Mogi Mirim.

A chegada das ferrovias

A partir da segunda metade do século 19 a produção cafeeira ganhou força para o oeste do estado de São Paulo e isso promoveu o crescimento da cidade. Junto com o café vieram a ferrovia e as indústrias.

“No entanto, houve muita resistência em Jundiaí com a chegada das ferrovias, porque a cidade era muito calcada no comércio de mulas e celas, já que era parada dos que se dirigiam para expedições rumo ao sertão”, explicou Vicentini. Isso porque, até então, as mulas eram o principal meio de transporte.

A Ferrovia Santos-Jundiaí foi inaugurada em 1867, época em que se observava a crise do escravismo e a consequente alta do preço dos escravizados. Foi então que os fazendeiros passaram a buscar nova mão de obra – época em teve início o amplo processo de imigração, com a participação direta do Governo Federal.

A partir disso, Jundiaí passo a se destacar como uma cidade estratégica no setor ferroviário, com a instalação da Ferrovia Santos-Jundiaí (em 1867), a Cia. Paulista de Estradas de Ferro (em 1872), da Cia. Ituana (em 1873), da Cia. Itatibense (em 1890) e a Cia. Bragantina (em 1891).

“A partir da ferrovia, chega a tecnologia, novos produtos e também cultura, tudo isso transitando entre os trilhos. Depois tivemos as oficinas da Companhia Paulista na região, que tiveram um impacto profundo na questão tecnológica, profissional e ética da cidade. Essas oficinas eram um dos principais polos tecnológicos do Brasil naquela época”, continuou Paulo Vicentini.

Imigração italiana

Os primeiros imigrantes foram os italianos, que se instalaram preferencialmente na região da Colônia, no Núcleo Barão de Jundiaí, implementado pelo então presidente da Província de São Paulo, Dr. Antônio de Queiroz Telles (Conde de Parnaíba), filho do Barão de Jundiaí.

Depois, outros europeus foram instalados no comércio e na lavoura e alguns passaram rapidamente de colonos a proprietários, incrementando a atividade agrícola. A imigração, iniciada no final do século 19, estimulou o crescimento comercial e industrial e a melhoria da infraestrutura urbana.

Ponte Torta

A famosa ponte torta foi construída entre 1888 e 1889, pelo pedreiro italiano Paschoal Scollato e o engenheiro responsável, Willian Harr. A Ponte Torta tem a forma de arco e também era conhecido como “Ponte Redonda”, “Ponte do Arco” e “Ponte dos Bondes”. A construção servia para a passagem das pequenas locomotivas Decauville, responsáveis pelo transporte de carretas com minérios para a fabricação de cerâmicas.

Industrialização

Jundiaí possuía, em 1920,  uma população de 44.437 habitantes. Nessa época já havia abastecimento de água (desde 1881), energia elétrica (desde 1905) e telefone (desde 1916).

Foi o século responsável pela industrialização da cidade. As indústrias se concentravam nas regiões próximas à ferrovia e às margens do Rio Guapeva, atendendo principalmente os segmentos têxtil e cerâmico.

Na época, o bairro da Vila Arens era conhecido como “Bairro do Pito Aceso”, uma referência ao grande número de chaminés e fábricas que ali se concentravam. O bairro foi o berço da industrialização da cidade.

Nos anos 1930 e 1940, ocorreu novo impulso industrial e após a inauguração da Rodovia Anhanguera, em 1948, mais empresas procuraram a cidade, aproveitando também a abertura da economia ao capital estrangeiro em 1950. Foi nesta época que vieram para o município as indústrias metalúrgicas.

“Tudo isso vai abrindo espaço depois para a formação de sindicatos e movimentos operários. Tudo foi, ao longo do tempo, ajudando a mudar e a moldar a cidade”, pontuou o historiador Vicentini.

As grandes festas

Com grande vocação agrícola, Jundiaí se despontou no cenário nacional com a produção de uvas de mesa, especialmente a niágara rosada. Para estimular esses produtores, foi criada a Festa da Uva em 1934, idealizada por Antenor Soares Gandra, com o apoio da Associação Agrícola de Jundiaí e da Prefeitura de Jundiaí.

O evento foi centralizado no já extinto Mercado Municipal. A festa continuou a ser realizada e com periodicidade de três anos, sendo que, em alguns períodos, o evento foi realizado de maneira mais espaçada. A partir de 1964, o evento passou a ser realizado ano sim, ano não, sempre em anos pares, alternando com a Festa do Morango.  Hoje, a Festa da Uva é realizada todos os anos e é um enorme símbolo de Jundiaí.

A emancipação dos distritos

Em 1908 foi criado e anexado a Jundiaí o primeiro distrito, chamado de Rocinha. Em 1948 ambos foram desmembrados e o distrito virou Vinhedo.

Em 1950, o município foi dividido em três distritos: Jundiaí, Campo Limpo Paulista e Itupeva. Em 1959 é criado outro distrito, onde é atualmente Várzea Paulista.

Foi então em 1964 que ambos foram desmembrados, virando cada distrito um município à parte.

Hoje, existe o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), que é formada formada pelos municípios de Jundiaí, Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Louveira, Itupeva e Cabreúva.

Jundiaí hoje

Aos poucos, tanto os imigrantes como seus descendentes foram se integrando à comunidade jundiaiense. Hoje, de acordo com a Prefeitura de Jundiaí, mais de 75% da população de Jundiaí é descendente de imigrantes italianos, que constituem uma das maiores colônias em todo o Brasil.

Hoje, Jundiaí tem uma população estimada em 418 mil pessoas (dados do IBGE DE 2019), com um setor industrial forte e grande potencial econômico. O município tem, nesse século 21, um dos maiores parques industriais da América Latina.

Fonte: https://tribunadejundiai.com.br/

 

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Elis Salles - Jundiaí - Itupeva
A palavra que me representa bem é empreendedora, atuamente estou administrando o Espaço Comercial Villa Medeiros com Salas Comerciais e Coworking e investindo no Refúgios no Interior de SP. Algumas atividades agregam minha trajetória profissional como empresária no mercado imobiliário durante 15 anos (2005-2020), Corretora de Imóveis (Creci f-68203), Avaliadora de Imóveis (Cnai 22634), escritora, practitioner em pnl, web designer e especialista em Marketing.

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