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História da Sorvetes Jundiá: de Jundiaí para o Brasil
História da Sorvetes Jundiá: de uma pequena fábrica em Jundiaí a uma marca nacional
Poucas marcas de sorvete conseguiram construir uma relação tão forte com o interior de São Paulo quanto a Sorvetes Jundiá. Nascida em Jundiaí, a empresa transformou uma pequena operação iniciada na década de 1970 em uma indústria de alcance nacional.
A história começou em 1977, quando Valdomiro Bergamini assumiu uma antiga fábrica de sorvetes em Jundiaí. O negócio, inicialmente pequeno, cresceu ao longo das décadas e se transformou em uma das marcas mais conhecidas do segmento no Brasil.
Hoje, quase 50 anos depois, a Jundiá tem sua sede em Itupeva, no interior de São Paulo, onde mantém sua fábrica e continua desenvolvendo produtos, ampliando sua distribuição e investindo em novas formas de chegar ao consumidor.
A trajetória da marca é também parte da história econômica e empresarial da região de Jundiaí e Itupeva.
Como começou a história da Sorvetes Jundiá
A história da Sorvetes Jundiá começou em 1977, no bairro Agapeama, na cidade de Jundiaí, quando Valdomiro Bergamini comprou uma antiga fábrica de sorvetes.
O início foi modesto. A empresa começou em uma estrutura pequena e foi conquistando espaço no mercado à medida que aumentava sua produção e distribuição.
O crescimento da Jundiá esteve associado a alguns fatores que continuam presentes na identidade da marca: variedade de sabores, qualidade, preço competitivo e capacidade de lançar novidades.
Em uma época em que os sorvetes artesanais e pequenos fabricantes tinham forte presença no interior paulista, a Jundiá encontrou uma maneira de transformar uma produção regional em um negócio de escala cada vez maior.
A pequena fábrica que virou uma grande indústria
O crescimento não aconteceu de uma hora para outra.
A empresa foi ampliando suas instalações, investindo em equipamentos e aumentando sua capacidade de produção para acompanhar a expansão da demanda.
Com o passar dos anos, os produtos da Jundiá começaram a aparecer em cada vez mais pontos de venda.
O que antes era uma marca conhecida principalmente pelos consumidores de Jundiaí e das cidades próximas passou a alcançar diferentes regiões do estado de São Paulo e, posteriormente, outros estados brasileiros.
A Jundiá e a memória de Jundiaí
Para muitos moradores de Jundiaí, a história da Jundiá também é uma história de memória afetiva.
A antiga sorveteria e os primeiros pontos de venda fazem parte das lembranças de pessoas que acompanharam o crescimento da empresa.
No artigo original desta publicação, há inclusive uma memória pessoal da antiga sorveteria localizada na região da Rua da Várzea, próxima ao antigo Supermercado Russi.
Essas lembranças ajudam a compreender algo que os números empresariais não conseguem mostrar: a marca não cresceu apenas em produção e distribuição, mas também na memória de consumidores que conheceram seus sorvetes ainda na infância.
Quando a Sorvetes Jundiá chegou a Itupeva?
A expansão da empresa levou a Jundiá para uma nova fase.
Em abril de 2013, a empresa ampliou suas instalações e transferiu sua operação industrial para Itupeva, município vizinho de Jundiaí.
A mudança representou um momento importante na história da marca.
A fábrica está localizada na região de São Roque da Chave, na Avenida Emílio Chechinato, onde a empresa mantém sua matriz. Dados cadastrais atualizados em 2026 apontam a empresa como ativa e enquadrada na fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis.
A fábrica da Jundiá em Itupeva
A transferência para Itupeva consolidou a cidade como parte importante da história contemporânea da marca.
A empresa possui atualmente sua sede em Itupeva e continua sendo identificada como uma indústria de fabricação de sorvetes, picolés e sobremesas.
Para Itupeva, a presença de uma indústria desse porte também representa um capítulo importante no desenvolvimento econômico do município.
A marca, que nasceu em Jundiaí, passou a ter em Itupeva sua principal estrutura industrial.
A expansão da Sorvetes Jundiá pelo Brasil
O crescimento da Jundiá foi acompanhado por uma expansão de sua distribuição.
A marca passou a estar presente em supermercados, varejistas, sorveterias e outros pontos de venda em diferentes regiões do país.
Informações recentes divulgadas sobre a empresa apontam presença em mais de 30 mil pontos de venda e atuação em diferentes estados brasileiros.
Esse crescimento transformou a Jundiá de uma marca regional em uma empresa com presença nacional.
Mais de 80 sabores
A variedade sempre foi uma das características da Jundiá.
A empresa trabalha com dezenas de sabores e diferentes formatos, incluindo sorvetes de massa, picolés, cones e produtos voltados ao consumo doméstico e profissional.
A diversidade também permite que a marca acompanhe tendências e crie lançamentos sazonais.
Essa estratégia esteve presente em diferentes momentos da história da empresa e continua sendo uma característica importante do portfólio.
A importância dos lançamentos para a marca
Uma das estratégias utilizadas pela Jundiá ao longo de sua trajetória foi a criação constante de novidades.
Novos sabores e formatos ajudam a manter a marca presente na memória dos consumidores e estimulam a experimentação.
Entre os produtos que marcaram diferentes períodos da história da empresa estão sabores como Grego, Creme Holandês, Coco Queimado e Papaia com Cassis.
A marca também já apostou em produtos desenvolvidos em parceria com personagens conhecidos, como o picolé de Algodão Doce em parceria com a Turma da Mônica.
A viagem no tempo da Jundiá
Uma das ações que mais chamou atenção na história recente da empresa aconteceu quando a Jundiá completou 45 anos.
Na ocasião, a marca decidiu recuperar sabores que fizeram parte de sua história entre as décadas de 1970 e 1990.
Voltaram ao portfólio produtos como:
- Creme Holandês;
- Coco Queimado;
- Papaia com Cassis.
A iniciativa foi uma maneira de unir duas características importantes da marca: inovação e memória afetiva.
O sabor como memória
A estratégia de recuperar sabores antigos mostra como o mercado de alimentos trabalha também com nostalgia.
Para quem conheceu a Jundiá décadas atrás, reencontrar um sabor associado à infância ou à juventude pode representar uma experiência emocional.
Para consumidores mais jovens, os produtos antigos passam a ser apresentados como parte da história da marca.
Assim, o passado deixa de ser apenas uma lembrança e passa a fazer parte da estratégia de comunicação.
A Jundiá hoje: quase 50 anos de história
Em 2026, a Sorvetes Jundiá está próxima de completar 50 anos de trajetória.
A empresa mantém sua sede em Itupeva e continua atuando no mercado de sorvetes, picolés e sobremesas. Dados empresariais atuais indicam situação cadastral ativa e sede na Avenida Emílio Chechinato, em São Roque da Chave.
A marca também continua investindo em expansão.
Em 2026, a Jundiá participou da ABF Franchising Expo, apresentando seu modelo de franquias e buscando novos empreendedores interessados em fazer parte da rede. A empresa destacou na ocasião sua trajetória de quase cinco décadas e o reconhecimento nacional alcançado pela marca.
Isso mostra que a história da Jundiá não está apenas relacionada ao passado.
A empresa continua procurando novas maneiras de crescer.
A Sorvetes Jundiá continua crescendo em 2026
O mercado de sorvetes mudou muito desde 1977.
Hoje, além dos supermercados e pontos tradicionais de venda, as marcas precisam trabalhar com diferentes canais de distribuição, franquias, comércio digital, novos formatos de embalagem e produtos voltados para diferentes ocasiões de consumo.
A Jundiá acompanha essa transformação.
Entre as iniciativas recentes está o desenvolvimento de modelos de franquia e a ampliação das oportunidades de comercialização da marca. Informações divulgadas em 2026 apontam que a empresa segue trabalhando com uma rede ampla de pontos de venda e uma fábrica própria em Itupeva.
Uma marca que continua apostando em inovação
Mesmo com quase cinco décadas de história, a empresa continua utilizando lançamentos e novas linhas como parte de sua estratégia.
Um exemplo é a linha Econormais, desenvolvida com potes maiores para atender estabelecimentos comerciais, cozinhas industriais e negócios que utilizam sorvete em suas sobremesas.
Esse tipo de produto mostra como a Jundiá não trabalha apenas com o consumidor final.
A indústria também atende empresas e estabelecimentos que utilizam seus produtos profissionalmente.
A relação entre Jundiaí e Itupeva na história da Jundiá
A história da Sorvetes Jundiá une duas cidades muito próximas.
Jundiaí foi o ponto de partida.
Itupeva tornou-se a casa da indústria em sua fase de expansão.
Essa ligação é particularmente interessante porque os dois municípios fazem parte de uma mesma região econômica e possuem uma forte relação histórica e comercial.
A trajetória da Jundiá acompanha, de certa maneira, o próprio crescimento do eixo Jundiaí–Itupeva.
De Jundiaí para Itupeva
A mudança da operação industrial para Itupeva não apagou a origem da marca.
Pelo contrário.
O nome Jundiá continua carregando a identidade associada à cidade onde tudo começou.
Ao mesmo tempo, a presença industrial em Itupeva tornou a cidade parte inseparável da história atual da empresa.
Hoje, quando um consumidor encontra um produto Jundiá em diferentes partes do Brasil, existe uma história que começa em Jundiaí e passa pela fábrica localizada em Itupeva.
A antiga estrutura da Jundiá no centro de Itupeva
A história da empresa também deixou marcas físicas em Itupeva.
Em agosto de 2026, uma reportagem local informou que o antigo barracão onde a Jundiá funcionou no começo de sua trajetória em Itupeva estava passando por um processo de demolição de estruturas consideradas defasadas.
O espaço fica em uma área estratégica da cidade, próxima a importantes vias de acesso.
Segundo a reportagem, ainda não havia sido divulgado qual seria o destino definitivo de todo o terreno.
A transformação do antigo espaço representa mais uma mudança na paisagem de Itupeva, mas também desperta memória entre moradores que acompanharam a presença da Jundiá naquele local.
A história do sorvete no Brasil
A história da Jundiá faz parte de uma história muito maior: a popularização do sorvete no Brasil.
Antes de se tornar um produto industrial e amplamente acessível, o sorvete dependia de técnicas de conservação bastante diferentes das atuais.
No século XIX, o gelo era um recurso essencial para a produção e conservação da sobremesa.
No Brasil, um dos episódios tradicionalmente associados à chegada do sorvete ocorreu em 1835, quando um navio norte-americano chegou ao Rio de Janeiro transportando grande quantidade de gelo.
Com o avanço da tecnologia de refrigeração, o produto passou gradualmente de uma iguaria difícil de conservar para um alimento de consumo cotidiano.
Da produção artesanal à indústria
A industrialização transformou completamente o mercado.
A possibilidade de produzir, armazenar e transportar sorvete em grandes quantidades permitiu que marcas alcançassem consumidores muito distantes de suas fábricas.
Foi exatamente esse processo que possibilitou o crescimento de empresas como a Jundiá.
Uma pequena fábrica regional passou a fazer parte de uma cadeia de produção e distribuição muito maior.
Por que o sorvete conquistou os brasileiros?
O sucesso do sorvete está relacionado a vários fatores.
O clima brasileiro certamente é um deles.
Mas existe também a versatilidade do produto.
Sorvete pode ser consumido como sobremesa, lanche, acompanhamento de frutas, ingrediente de receitas ou simplesmente como uma pequena indulgência durante o dia.
Além disso, a variedade de sabores permite que o produto atenda diferentes preferências.
Essa diversidade ajudou a transformar o sorvete em um dos produtos mais populares da indústria de alimentos.
Curiosidades sobre a história do sorvete
Quando surgiu o sorvete?
Não existe consenso sobre um único lugar ou momento que possa ser considerado a invenção do sorvete.
Preparações antigas que combinavam neve ou gelo com frutas, leite e outros ingredientes são frequentemente citadas como antecedentes do produto moderno.
Quando o sorvete chegou ao Brasil?
A história tradicionalmente registra a chegada do sorvete ao Brasil no século XIX, com destaque para o episódio de 1835 no Rio de Janeiro.
Naquele período, porém, conservar a sobremesa era um grande desafio.
Quando surgiu a produção industrial?
O desenvolvimento da refrigeração e de equipamentos específicos permitiu que o sorvete deixasse de depender exclusivamente de métodos artesanais.
A industrialização tornou possível produzir em larga escala e distribuir o produto para diferentes regiões.
O legado da Sorvetes Jundiá
Quase cinco décadas depois de sua fundação, a história da Sorvetes Jundiá é marcada por uma transformação impressionante.
A empresa começou em uma pequena fábrica em Jundiaí.
Passou por diferentes fases de expansão.
Mudou sua estrutura industrial para Itupeva.
Ampliou sua distribuição.
Criou dezenas de sabores.
Investiu em novos formatos.
Resgatou produtos históricos.
E continua buscando novas oportunidades de crescimento.
Mais do que uma história empresarial, a trajetória da Jundiá também é uma história de memória afetiva.
Para algumas pessoas, é o sorvete da infância.
Para outras, é uma marca que sempre esteve presente no supermercado do bairro.
Para Jundiaí, representa uma empresa que nasceu na cidade.
Para Itupeva, representa uma indústria que passou a fazer parte da identidade econômica do município.
De uma pequena fábrica de Jundiaí para o Brasil
Quando Valdomiro Bergamini iniciou essa história em 1977, provavelmente não imaginava que aquela pequena operação se transformaria em uma marca conhecida nacionalmente.
Hoje, a Jundiá possui uma trajetória de quase 50 anos e continua tendo sua estrutura industrial em Itupeva.
A empresa mantém presença em milhares de pontos de venda, trabalha com um portfólio amplo e, em 2026, segue investindo em expansão e franquias.
A história da Jundiá mostra como uma empresa nascida no interior de São Paulo pode crescer sem abandonar completamente suas raízes.
O nome continua sendo Jundiá.A memória continua em Jundiaí.
A fábrica está em Itupeva.
E os sabores continuam chegando a consumidores de diferentes partes do Brasil.
Quase 50 anos depois do início dessa história, a Sorvetes Jundiá continua escrevendo novos capítulos.
E, para quem vive em Jundiaí, Itupeva e região, talvez a melhor parte dessa história seja saber que uma marca que começou tão perto de casa conseguiu levar um pouco do sabor do interior paulista para todo o país.